Segundo o pensador alemão Gerd Leonhard, autor do livro The Future of Music, com David Kusek, e Music 2.0 (de 2005 e 2008), os dois sobre os caminhos da música na era digital, conselheiro tecnológico de empresas, como Nokia e BBC, considerado pelo “Wall Street Journal” como um dos mais importantes futurólogos do mundo, as mídias sociais como Twitter e Orkut, deverão crescer mais que os meios de comunicação tradicionais, como a TV e o rádio.
De acordo com Leonhard as mídias sociais alteram o molde a publicidade, pois ao invés de anúncios estáticos, há uma diversidade de aplicativos dinâmicos que possibilitam a criação de propagandas bem-sucedidas. Para ele a midia social é uma gestão de relacionamento com o cliente, é uma maneira da empresa (marca) ter contato mais próximo com seus consumidores, ao invés de criar uma comunicação de massa.
O pensador acredita na integração das mídias, as empresas que criarem bons cross-media (marketing em todas as plataformas, on-line e off-line), terão futuro.
Por Jean Michel em
25 de fevereiro de 2010 | 11:03
Os estudos relacionados ao cérebro humano vêm crescendo a cada dia e num ritmo cada vez maior. Tal fato acaba sendo muito benéfico para nós, comunicadores, pois acaba abrindo maiores possibilidades de se trabalhar a percepção das marcas com mensagens que toque o consumidor final de forma direta.
Um exemplo recente, e muito interessante, para ilustrar a afirmação acima, é a utilização do neuromarketing – hoje considerado uma chave para o entendimento do desejo de consumo, impulsos e até mesmo motivações das pessoas.
Cientistas da Campbell’s , marca conhecida por suas sopas enlatadas eternizadas por Andy Warhol, passaram dois anos fazendo pesquisas para descobrir como as pessoas reagem a determinadas logotipias, desenhos, cores e embalagens. O resultado dessa pesquisa gerou mudanças significativas no posicionamento da marca, como você pode conferir na figura abaixo.
As pesquisas mostraram que existe a possibilidade de impulsionar suas vendas através da utilização do neuromarketing. Ou seja, esta é uma nova ferramenta que vai ajudar a trabalhar e detectar razões e emoções do consumidor fazendo com que o mesmo seja atingido pela mensagem com maior efetividade.
A companhia de calçados esportivos, New Balance, estará perto dos seus consumidores nos 365 dias do ano. Idealizado pela agência Mother (EUA) em parceria com o diretor de cinema sueco Jesper Koothoofd, o projeto New Balance 365 pretende instigar os consumidores a refletirem sobre o conceito essencial da marca.
Serão exibidos no site da empresa curtas diários de 20 segundos aproximadamente produzidos pelos próprios internautas. Este modelo de comunicação por conteúdo parece assertivo e deve criar laços de compromisso com o público-alvo.
A plataforma de conteúdo criada pela agência está alicerçada em dois pontos: o hotsite, que é o pólo criativo das filmagens e da elaboração dos vídeos e um aplicativo produzido pela iPhone, da Apple, que funciona como um despertador diário, alertando o usuário para a postagem de um novo vídeo.
Smint, em parceria com o estúdio de ilustração Stylr, apresentou um projeto de “ Branded Fashion” batizado de Smint Mode by Stylr.
O objetivo maior da marca de balas, gomas e chicletes é associar sua imagem à criatividade.
A Smint, para apresentar o público consumidor, pediu para que a ilustradora espanhola trabalhasse uma coleção de camisetas com um viés ultra “cool”. Existe a possibilidade , ainda, da pessoa customizar sua própria camiseta, utilizando desenhos pré-prontos feitos pelo estúdio.
Através deste exemplo, podemos ver que a moda também pode contribuir para a percepção de algumas marcas. A Stylr soube usar do Branded Fashion através deuma pegada jovem e audaciosa.
O lançamento da nova rede social Google Buzz, no último dia 9, superou as expectativas. O produto entrou para a lista de trending topics do Twitter e já apresenta avanços sobre o setor. Muitas empresas já estão atentando para a utilização desta nova ferramenta para estratégias de divulgação da marca. É preciso, porém, que elas investiguem o que, exatamente, é possível fazer neste novo ambiente.
Na página do Google Buzz há explicações bem diretas como: compartilhe suas idéias, fotos e vídeos de modo público ou privado, integre as informações do buzz com a caixa de entrada do Gmail, conecte sites que já utiliza (twitter, picasa, flickr e google reader), receba atualizações em tempo real e aproveite o filtro de conteúdo interessante. O usuário pode também utilizar o serviço através do celular.
No blog do Google, a empresa afirma que as redes sociais estão transformando o mundo, deixando-o mais conectado e ajudando as populações a compartilhar informações de maneira mais eficaz. Nos últimos anos, o Google tem demonstrado uma grande preocupação com a organização de informações de modo a encontrar “relevância em meio ao barulho”, ou seja, encontrar uma forma de criar uma lógica para o caos, selecionando informações relevantes para os usuários de acordo com os seus interesses. O Buzz é uma tentativa de vencer este desafio.
A ferramenta abre mais uma porta para as empresas que já colecionam casos de sucesso de divulgação da marca em redes sociais e para aquelas que desejam iniciar a sua produção. No entanto, é necessário e urgente aprender a utilizar o produto de maneira criativa e eficaz, sempre atento ao “jogo de cintura” para burlar a ferramenta de “filtro de informações relevantes”, que o próprio Buzz oferece ao usuário. Ele recomenda postagens interessantes e elimina aquelas que o usuário provavelmente vai rejeitar. O conteúdo divulgado, portanto, deve ser atrativo e de extremo interesse do usuário, caso contrário, será “reportado como spam”. Este, talvez, seja o principal obstáculo para as empresas na utilização do Buzz.
Apesar do sucesso inicial, o novo produto ainda está sendo implantado e deve receber alguns ajustes até que se consolide como rede social. Desde a sua criação foram identificados dois pontos negativos, embora um deles já tenha sido corrigido:
- O produto está associado ao Gmail, portanto, é preciso que o internauta tenha um perfil criado no Google para poder utilizá-lo.
- Alguns internautas questionaram a funcionalidade que permite seguir e ser seguido no Buzz automaticamente quando o usuário se conecta pela primeira vez. Muitos consideraram o recurso uma falha de privacidade. Porém, o Google não ficou parado diante de tal burburinho. Criou uma opção mais visível no perfil para que os usuários soubessem quem estavam seguindo e links de bloqueio de seguidores.
Diante disso, cabe às empresas ponderar os prós e contras desta ferramenta. Para saber um pouco mais sobre o Buzz acesse o vídeo:
Por Jean Michel em
12 de fevereiro de 2010 | 15:34
O Branded Content continua sendo uma grande alternativa para se divulgar as marcas.
Com o intuito de transformar a comunicação em algo menos “ comercial” algumas marcas vem apostando constantemente na transmissão de histórias e conteúdos relevantes.
Neste assunto, a Procter & Gamble é muito experiente, ao começar que a mesma possui a própria produtora de conteúdo.
Em uma ação conjunta, a P&G e a Walmart irão veicular um filme de 2 horas na rede de televisão norte-americana, NBC.
O Filme se chama “ Secrets of the Mountai” e terá foco na família e valores pregados fortemente pelas marcas citadas.
Além disso, o filme vai servir como uma vitrine que mostra as marcas e seus produtos.
Por Jean Michel em
10 de fevereiro de 2010 | 16:06
É evidente o crescimento das mídias sociais no Brasil. Para demonstrar tal fato, a AgênciaClick realizou um radar completo sobre o perfil dos brasileiros dentro das principais redes sociais.
O estudo mostra quão grande foi o avanço da internet por todo o território nacional. Por exemplo, uma em cada três pessoas está conectada à rede, ou seja, 70 milhões de pessoas navegando na web. Das pessoas que utilizam internet, 79% estão nas redes sociais – são 55 milhões de usuários agregados a alguma rede.
Em entrevista exclusiva à agência Vogg Branded Content, o diretor de planejamento da AgênciaClick, Gabriel Borges, comentou sobre algumas questões relevantes sobre esta nova mídia.
Questionado sobre a identificação do brasileiro com algumas redes sociais, Borges deu uma visão pessoal e uma interpretação interessante: disse que a vontade de se comunicar e estar sempre aberto a relacionamentos tem bases históricas. Para ele esta é uma herança cultural inerente não só aos brasileiros, mas ao povo latino em geral. Aliado a isso, tem-se a expansão do acesso à internet pela população, que tem como costume a busca por entretenimento na rede.
Outro fato que se pode observar, especialmente a partir de 2009, é o crescente interesse das mais diversas marcas em participar das redes. Sobre isso, Borges argumenta que as empresas possuem “grande interesse em manter um diálogo com os consumidores em potencial”; este seria um dos principais motivos.
E em meio a tantas evoluções, será que o Social Media tem algo a acrescentar aos modelos de mídias tradicionais? O diretor de planejamento da Click diz que sim. Divulgar a marca pela internet traz a quebra de um paradigma da comunicação: o tempo. Na rede o tempo todo há pessoas comentando sobre marcas e produtos e não há “prazo de validade” definido para uma campanha – como acontece em jornais, revistas ou televisão, por exemplo. Borges ainda complementou dizendo que “trabalhar com mídias sociais permite alguns tipos de ações mais específicas” quando se trata em promover uma marca.
Antes de entrar em uma rede social, é comum as empresas questionarem se “Minha marca deve participar das redes?”. No entanto, Borges ressalta que, querendo ou não, as marcas já estão na rede, sendo citados, criticados ou elogiados pelo público. Portanto, as perguntas que deveriam ser feitas são: “Minha marca deve entrar nesta discussão?” e “Como ela deve fazer isso?”. Ele afirma que, quando inserida uma rede social, a empresa deve ter uma postura cautelosa e seguir as regras já criadas pelos usuários que compartilham a rede. Caso contrário ela poderá ser rejeitada e sair com a imagem prejudicada. É necessário manter um diálogo com os possíveis consumidores, através do desenvolvimento de ações pertinentes e condizentes com o que se quer transmitir.
O que se pode perceber, também, é o investimento constante de empresas em internet, como ferramenta de divulgação e promoção de seus produtos. A Vogg questionou Gabriel Borges, se há uma certeza de retorno de investimento feito em mídia social, o mesmo disse que por enquanto não existe uma ferramenta que dê um resultado preciso; o que existem são sinalizadores que podem mensurar a disseminação, abrangência e efetividade das ações.
Questionado sobre o objetivo do vídeo feito pela AgênciaClick, mostrando o perfil dos brasileiros nas redes sociais, Gabriel disse que o mesmo foi feito após muito tempo de observação e pesquisa sobre os movimentos dentro das redes. O vídeo serve como um registro do crescimento das redes sociais dentro do nosso país.
Gabriel Borges é diretor de Planejamento da AgênciaClick/Isobar. Mestre em Marketing Avançado pela Universidade de Lancaster, Inglaterra; pós-graduado em Estratégia de Negócios pela UFMG; e graduado em Comunicação Social pela PUC-MG. Acumula 11 anos de experiência, já tendo planejado e implementado estratégias para grandes corporações em diversos setores no Brasil e na Inglaterra.
As mulheres estão interagindo mais com suas marcas preferidas dentro das redes sociais. No Twitter, por exemplo, as mesmas seguem o perfil coorporativo dos produtos que mais usam e fazem questão de divulgar pela suas redes de contatos.
Segundo o Estudo de Mídia Social feito pelos Estados Unidos, que teve como foco apenas mulheres, cinqüenta por cento das mesmas – que possuem perfis em redes sociais – já adquiriram produtos por causa de informações que recebeu de amigos ou empresas. Além disso, 80% das entrevistadas são “fãs” de produtos ou marcas no Facebook.
O estudo também demonstrou que as mulheres, geralmente, procuram mais informações sobre o produto – não se contentam com os 140 caracteres de um tweet, por exemplo. Elas procuram comentários, sites, blogs e coisas relacionadas à marca.
Outro dado que chamou atenção na pesquisa, foi o fato de as mulheres não darem muita importância aos anúncios em sites de redes sociais. Mais de 20% dizem que ignoram os mesmo enquanto que 10% afirmam que até vêem os anúncios, mas nunca clicam.
Contudo, há uma boa notícia para os anunciantes. Enquanto que em 2008 apenas 13% das entrevistadas disseram que davam atenção para os anúncios, este número, em 2009, cresceu para 30%.
Nas últimas semanas, com o lançamento do iPad da Apple, os editores de livros pensaram ter sua sentença de morte anunciada, enquanto as agências podem ter conseguido uma nova oportunidade no mercado de conteúdo. É o que afirma Phil Johnson, CEO da PJA Advertising & Marketing.
Johnson acredita que o iPad é a aposta da Apple para o futuro dos livros, jornais e revistas, pois eles podem fazer para o conteúdo textual o mesmo que fizeram para a música com o iTunes. Qualquer tipo de comunicação escrita ficará mais fácil de ser adquirida e de ser consumida numa bela tela de 9.7 polegadas. A Apple acredita que isso poderá criar um mercado totalmente novo para livros e publicações com sua livraria online.
O iPad é um passo importante porque cria um novo canal de compartilhamento de conteúdo com o público consumidor, e sendo uma ferramenta multimídia, pode encorajar a leitura. Assim como o iTunes criou um canal de distribuição para conteúdo em áudio e podcasts, a livraria virtual da Apple poderá criar um canal de conteúdo textual, como o Branded Content.
A grande novidade é que o iPad pode revolucionar a relação que temos hoje com livros, já iniciada por outros leitores de e-books. Mesmo os mais céticos devem se inclinar à ideia de ter uma livraria inteira nas mãos, e o problema das vendas pode ser solucionado pela loja virtual da Apple. O iPad deve revolucionar o conceito de e-book, agora com a possibilidade de uma experiência multimídia.
Será possível incorporar vídeos, criar links e introduzir interatividade, por exemplo: livros de arte podem levar ao leitor a museus e livros de história podem levá-lo aos locais sobre os quais lê. Também poderá ser possível interatividade entre leitores, com autores e editores. O jornal mágico interativo de Harry Potter, o Profeta Diário, pode estar mais próximo da realidade do que imaginamos.
Aproveite suas férias e o feriadão de carnaval sem perder o ritmo de folia. Com segurança e tranquilidade é possível programar aquela viagem inesquecível. Confira as dicas do Bradesco Seguros – Dicas AUTO RE, Especial de carnaval, que a equipe da VOGG preparou para você. São diversas informações de especialistas de segurança residencial, náutica e automobilística.
Entre os temas abordados estão: como manter a casa segura de ladrões; o que fazer em caso de queda de luz e apagão; os diferentes tipos de cruzeiros; dica de viagem pelo litoral de São Paulo; Atlas rodoviário 2010, entre outros.
Antes de viajar saiba também o que precisa ser revisado em seu automóvel para evitar acidentes e estresse.