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Mídias sociais devem crescer mais que rádio e TV

Segundo o pensador alemão Gerd Leonhard, autor do livro The Future of Music, com David Kusek, e Music 2.0 (de 2005 e 2008), os dois sobre os caminhos da música na era digital, conselheiro tecnológico de empresas, como Nokia e BBC, considerado pelo “Wall Street Journal” como um dos mais importantes futurólogos do mundo, as mídias sociais como Twitter e Orkut, deverão crescer mais que os meios de comunicação tradicionais, como a TV e o rádio.

De acordo com Leonhard as mídias sociais alteram o molde a publicidade, pois ao invés de anúncios estáticos, há uma diversidade de aplicativos dinâmicos que possibilitam a criação de propagandas bem-sucedidas. Para ele a midia social é uma gestão de relacionamento com o cliente, é uma maneira da empresa (marca) ter contato mais próximo com seus consumidores, ao invés de criar uma comunicação de massa.

O pensador acredita na integração das mídias, as empresas que criarem bons cross-media (marketing em todas as plataformas, on-line e off-line), terão futuro.

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Estudo: Vídeo com Branded Content é mais efetivo do que anúncios convencionais

O Digital Broadcasting Group (DBG) publicou recentemente uma pesquisa mostrando a relação de efetividade entre vídeos com Branded Content e vídeos com anúncios comuns. O estudo mostrou que os usuários assistem e interagem significativamente mais com o Branded Content do que com o anúncios curtos, semelhantes aos mostrados em televisão, com 30 ou 60 segundos.

A pesquisa analisou as diferenças entre os dois tipos de vídeo com foco em dois tipos de dados: a taxa de interação e o tempo médio de exposição. Os vídeos com formato mais longo, os com Branded Content tiveram uma média de 9% de taxa de interação, enquanto os vídeos de formato mais curto tiveram uma média de 3%. O tempo de exposição dos vídeos de formato mais longo foi em média de 63 segundos, enquanto para os vídeos de formato curto o tempo médio foi de 34 segundos. Ou seja, os usuários interagem mais com Branded Content e assistem esses vídeos durante mais tempo.

AJ Vernet, presidente de vendas e Marketing do Digital Broadcasting Group, explica que, mesmo não se tornando um viral, um vídeo na internet pode fazer sucesso se o anunciante pensar em criar um conteúdo de qualidade, acima de tudo. “Os anunciantes devem começar a pensar fora da caixa, e dizer ‘como eu associo a minha marca a um conteúdo interessante?’”, esclarece Vernet, em entrevista à WebProNews.

Um exemplo de Branded Content em vídeo é a campanha “Green Done Right”, realizada pelo Digital Broadcasting Group para a marca Scott Naturals.

A campanha procura associar a marca de papel higiênico, lenços e toalhas descartáveis à ideias de colaboração com o meio ambiente.

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Redes sociais internas são tendência para as empresas em 2010

Um estudo realizado pela consultoria Watson Wyatt aponta que as redes sociais são mais eficazes e abrangentes que o uso de propagandas e promoções. A pesquisa “Communication ROI” revelou que 65% das empresas planejam usar em 2010 recursos de redes sociais para melhorar os processos internos de comunicação.

O estudo foi realizado com 328 companhias de vários países e apresentam melhoras nas plataformas eletrônicas de comunicação, 78% delas melhoraram suas infraestruturas nos últimos 24 meses, 55% implantaram programas de comunicação face-to-face e 48% buscaram formas de diminuir relatórios impressos.

A coordenadora da pesquisa, Kathryn Yates, acredita que cada vez mais as companhias vão procurar inovações para redefinir a forma que se comunicam internamente, acompanhando sempre a tendência do mundo virtual.

Saiba mais sobre a pesquisa aqui.

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Bruno Rodrigues e o “conteúdo totalflex”

A tecnologia e as novas formas de consumo de conteúdo que ela possibilita exercem uma influência incontestável sobre a atuação dos profissionais de Comunicação. Nossa atividade não é mais regida pela lógica do jornalismo tradicional de redação. E hoje, além dos usuários ativos que produzem muito conteúdo e saem distribuindo através de diversas plataformas, nós, comunicadores por formação, estamos disputando mercado com profissionais de outras áreas.

E para comentar sobre esse assunto que deixa muita gente por aí de cabelo em pé, conversamos com o prestigiado Bruno Rodrigues, Consultor de Informação e Comunicação Digital e autor de Webwriting – Redação & Informação para a Web, cuja nova edição está prevista para sair em breve. Em um papo rápido, Bruno coloca sua opinião sobre como se deve produzir conteúdo atualmente e apresenta suas expectativas para o futuro da Comunicação na Era Digital.

Bruno_Rodrigues[1] Como as novas formas de consumo de conteúdo influenciam na maneira de produzir?
Hoje, pensar e produzir conteúdo é criar materiais que não criem amarras com uma mídia específica, mas que ao mesmo tempo seja possível trabalhá-los em várias plataformas. É o que chamo de ‘conteúdo totalflex’. Nunca, no processo de criação de conteúdo, houve tanta necessidade de aliar imaginação e conhecimento às limitações e possibilidades tecnológicas. É uma tarefa que, obviamente, não é para qualquer um.

Com base nas mudanças na distribuição e produção de conteúdo, quais as suas expectativas para a Comunicação e para a atuação dos profissionais da área?
Os profissionais desta área estão próximos da desvantagem. Como este mercado supervaloriza a prática, o conhecimento é visto como necessidade secundária. Por isso, profissionais de outras áreas e que se fiam mais pelo que aprendem na Academia, como bibliotecários, analistas de sistemas e engenheiros, estão preenchendo vagas que poderiam ser de jornalistas e publicitários. Mas o jogo nem está na metade – ainda dá tempo para virar o placar.

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