Um estudo recente da comScore, líder na medição do mundo digital, revelou que a integração do móbile com redes sociais estão aumentando. A pesquisa apontou que atualmente 30,8% dos usuários de smartphones utilizam as redes sociais na plataforma móbile, um aumento de 8,3 pontos se comparado com o ano passado.
O acesso ao Facebook por meio do browser móvel cresceu 112 %, enquanto Twitter registrou um salto de 347%.
Em janeiro 11,1% de todos os usuários de telemóveis acessou sites de rede social via browser de seu aparelho, foi um aumento de 4,6 pontos percentuais desde o ano passado.
O lançamento da nova rede social Google Buzz, no último dia 9, superou as expectativas. O produto entrou para a lista de trending topics do Twitter e já apresenta avanços sobre o setor. Muitas empresas já estão atentando para a utilização desta nova ferramenta para estratégias de divulgação da marca. É preciso, porém, que elas investiguem o que, exatamente, é possível fazer neste novo ambiente.
Na página do Google Buzz há explicações bem diretas como: compartilhe suas idéias, fotos e vídeos de modo público ou privado, integre as informações do buzz com a caixa de entrada do Gmail, conecte sites que já utiliza (twitter, picasa, flickr e google reader), receba atualizações em tempo real e aproveite o filtro de conteúdo interessante. O usuário pode também utilizar o serviço através do celular.
No blog do Google, a empresa afirma que as redes sociais estão transformando o mundo, deixando-o mais conectado e ajudando as populações a compartilhar informações de maneira mais eficaz. Nos últimos anos, o Google tem demonstrado uma grande preocupação com a organização de informações de modo a encontrar “relevância em meio ao barulho”, ou seja, encontrar uma forma de criar uma lógica para o caos, selecionando informações relevantes para os usuários de acordo com os seus interesses. O Buzz é uma tentativa de vencer este desafio.
A ferramenta abre mais uma porta para as empresas que já colecionam casos de sucesso de divulgação da marca em redes sociais e para aquelas que desejam iniciar a sua produção. No entanto, é necessário e urgente aprender a utilizar o produto de maneira criativa e eficaz, sempre atento ao “jogo de cintura” para burlar a ferramenta de “filtro de informações relevantes”, que o próprio Buzz oferece ao usuário. Ele recomenda postagens interessantes e elimina aquelas que o usuário provavelmente vai rejeitar. O conteúdo divulgado, portanto, deve ser atrativo e de extremo interesse do usuário, caso contrário, será “reportado como spam”. Este, talvez, seja o principal obstáculo para as empresas na utilização do Buzz.
Apesar do sucesso inicial, o novo produto ainda está sendo implantado e deve receber alguns ajustes até que se consolide como rede social. Desde a sua criação foram identificados dois pontos negativos, embora um deles já tenha sido corrigido:
- O produto está associado ao Gmail, portanto, é preciso que o internauta tenha um perfil criado no Google para poder utilizá-lo.
- Alguns internautas questionaram a funcionalidade que permite seguir e ser seguido no Buzz automaticamente quando o usuário se conecta pela primeira vez. Muitos consideraram o recurso uma falha de privacidade. Porém, o Google não ficou parado diante de tal burburinho. Criou uma opção mais visível no perfil para que os usuários soubessem quem estavam seguindo e links de bloqueio de seguidores.
Diante disso, cabe às empresas ponderar os prós e contras desta ferramenta. Para saber um pouco mais sobre o Buzz acesse o vídeo:
Uma matéria publicada hoje, 18 de novembro, no site do O Globo destacou uma pesquisa interessante que revela o que muita gente já previa: a presença oficial das empresas no Twitter estimula um maior volume de informações sobre a marca.
O estudo foi feito pelo Instituto Digital (iDig) com 50 marcas brasileiras. Destas 50, 21 (42%) está presente oficialmente na rede de microblogs.
Entre as mensagens que citam estas marcas, 74% referem-se às empresas com presença no Twitter. Isso comprova que a marca pode sim utilizar a rede social para estimular conversas e postagens dos consumidores.
No período de 20 de setembro a 24 de outubro foram analisadas 91.145 mensagens do Twitter sobre as marcas brasileiras, entre elas Ford, Fiat, Coca-Cola, Schincariol, Bradesco, Itaú, Telefônica, Natura, Azaléia e Danone.